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​Sinais de alerta em iniciativas de sustentabilidade

Alinhamento com padrões ou normas internacionais
1. Ausência de compromisso explícito com os padrões internacionais de direitos humanos ou cobertura apenas parcial dos direitos humanos principais

2. Ausência de participação explícita das partes detentoras de direitos no processo de definição de padrões
Escopo ou abrangência
3. Ausência de exigências para que as marcas compartilhem responsabilidade com os fornecedores 

4. Consideração inadequada das pessoas em situação de vulnerabilidade
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5. Consideração inadequada das questões de gênero
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Auditorias
6. Permite que a empresa ou o fornecedor auditado pague diretamente pela auditoria e/ou escolha o auditor 

7. Ausência de exigências de que os auditores tenham competências em direitos humanos e conhecimento do contexto local

8. Auditorias não realizadas pessoalmente, entre outras vulnerabilidades nos procedimentos

9. Auditorias aprovadas com base em amostras não representativas ou de tamanho insuficiente
Mecanismos de queixa
10. Ausência de mecanismos de queixa no nível do sistema e/ou ausência de exigência de inclusão de um mecanismo de queixas no padrão

11. Ausência de controles para garantir que os mecanismos de queixa forneçam remediação eficaz​
Governança e responsabilização
​12. Ausência ou deficiência na comunicação do padrão e dos requisitos da iniciativa a todas as partes interessadas

13. Ausência de processos para suspender ou reter a filiação ou certificação até a adoção e implementação de planos de ação corretiva

14. Ausência de divulgação de informações sobre auditorias, denúncias ou conformidade
Acesse o sinal de alerta 7
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6. Permite que a empresa ou o fornecedor auditado pague diretamente pela auditoria e/ou escolha o auditor

  • O que isso significa
  • Por que é importante para os investidores
  • O que observar
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A Diretiva da União Europeia sobre Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) estabelece que a verificação por terceiros deve ser “livre de quaisquer conflitos de interesse e de influências externas.” Da mesma forma, um dos princípios fundamentais da norma ISO 17065 - "Conformity Assessment: Requirements for Bodies Certifying Products, Processes, and Services" - é que o "órgão de certificação atue de maneira imparcial e independente, sem estar sujeito a pressões comerciais, financeiras ou de qualquer outra natureza que possam comprometer sua imparcialidade."
​

Os conflitos de interesse representam um risco real nas auditorias sociais. Os especialistas argumentam que a estrutura de incentivos dessas auditorias - especialmente a ausência de responsabilidade legal por conclusões imprecisas - enfraquece a auditoria social. As auditorias continuam sendo essenciais para compreender as condições reais das operações e verificar as alegações de sustentabilidade das empresas. No caso das certificações, como as auditorias são geralmente pagas pelo fornecedor que busca a certificação, os auditores podem sentir-se pressionados a ignorar violações. Da mesma forma, a dependência dos sistemas em relação às taxas de seus membros pode desestimular a aplicação rigorosa de sanções em casos de descumprimento, o que compromete a credibilidade tanto de programas de certificação quanto das próprias auditorias.

Estudos mostram que, quando as empresas pagam por suas próprias auditorias, a qualidade dessas auditorias tende a diminuir. A Human Rights Watch realizou entrevistas com auditores que descreveram a tensão que sentem quando são contratados diretamente por compradores ou fornecedores. Especificamente, esses auditores descobriram que as empresas preferem contratar auditores "amigáveis", pressionam por avaliações mais brandas e exigem que conclusões negativas sejam omitidas, para que continuem tendo relações comerciais com determinados fornecedores. Outro estudo revelou casos explícitos de conluio entre auditores e fornecedores. Além disso, as condições altamente competitivas do mercado de auditoria podem levar os auditores a reduzir custos e simplificar processos, a fim de manter clientes satisfeitos e preservar sua posição no setor.

Embora os conflitos de interesse sejam difíceis de eliminar, é possível proteger os auditores de pressões financeiras quando existe uma barreira entre a organização auditada e a entidade que financia a auditoria. Na falta dessa barreira, aumenta o risco de que auditores ignorem abusos trabalhistas para preservar o contrato com determinada empresa ou fornecedor. A criação de organismos de auditoria dedicados, conforme defendido pela Worker-Driven Social Responsibility Network (WSR), é um método, que permite identificar melhor o problema e acompanhar mais eficazmente as conclusões da auditoria:
[Um] monitor independente de terceiros, criado especificamente para o programa WSR, investiga denúncias de trabalhadores rurais e realiza auditorias nas fazendas. Isso cria um ciclo virtuoso de realimentação constante, no qual a resolução das queixas possibilita monitoramento e fiscalização contínuos, complementados por investigações mais amplas e mudanças estruturais implementadas por meio de auditorias e planos de ação corretiva.
Por outro lado, o monopólio de auditores em uma região pode reduzir a qualidade das auditorias e resultar em fiscalização insuficiente. Por exemplo, gerentes de usinas de açúcar em Maharashtra disseram a pesquisadores contratados pela Bonsucro para estudar a implementação do Padrão de Produção de Pequenos Produtores da Bonsucro na Índia que questionavam a qualidade das verificações realizadas pelo único auditor atuante na região, a Control Union. Isso levou os pesquisadores a concluir que "a dependência da Control Union e a falta de concorrência criam poucos incentivos para que os auditores melhorem seu desempenho.

Em 2012, um incêndio na fábrica Ali Enterprises, no Paquistão, matou mais de 250 trabalhadores e deixou centenas de feridos,Três semanas antes dessa tragédia, a RINA, uma empresa italiana de auditoria, tinha atestado que a fábrica cumpria o padrão SA8000 estabelecido pela Social Accountability International (SAI). Fábricas que querem obter a certificação SA8000, contratam diretamente uma empresa de auditoria credenciada (com SA8000) para realizar as verificações necessárias para a concessão da certificação. A RINA ignorou diversos requisitos de segurança previstos tanto em normas internacionais quanto na legislação paquistanesa, como a instalação de um sistema funcional de alarme de incêndio e um número adequado de saídas de emergência operacionais. A catástrofe levou à abertura de um processo judicial contra o varejista alemão KiK Textilien e contra o órgão auditor RINA, Ali Enterprises Factory Fire Affectees Assoc. v. RINA Services S.p.A. Os autores alegaram que a RINA violou as Diretrizes da OCDE, ao realizar auditorias financiadas pelo próprio dono da fábrica e não implementou um sistema de pagamento livre de conflitos de interesse. No relatório “Human Rights Fitness of the Auditing and Certification Industry,” o ECCHR e seus parceiros explicam como esses conflitos de interesse foram agravados por maus processos de controle de qualidade: "Embora o sistema SA8000 forneça orientações metodológicas detalhadas, seu órgão de credenciamento, o SAAS (Social Accountability Accreditation Services), aparentemente não garantiu a aplicação efetiva de seus padrões substantivos e metodológicos neste caso.”

Separadamente, o The New York Times relatou o caso da empresa de auditoria UL Solutions, que disciplinou um de seus auditores por ter reprovado três fornecedores da Walgreens por condições de trabalho abusivas em 2017 e 2018. O relatório cita o "estilo de comunicação" do auditor como a razão dada para a disciplina. Em 2023, quando o mesmo auditor identificou irregularidades trabalhistas em um armazém que abastecia a Costco, a UL Solutions o proibiu de retornar ao local, alegando reclamações do armazém de que ele era exigente e argumentativo. O New York Times informou que o auditor acreditava que o fornecedor contestou o fato de ele ter identificado 21 violações, enquanto a auditoria anterior não havia registrado nenhuma." Esse exemplo mostra que podem surgir conflitos de interesse quando compradores ou fornecedores financiam as auditorias. Isso desestimula inspeções rigorosas e relatórios precisos, comprometendo a qualidade da auditoria.

O colapso catastrófico da barragem de rejeitos de Brumadinho, na mina Córrego do Feijão, no Brasil em 2019, que liberou uma enxurrada de lama tóxica sobre as comunidades vizinhas, também sugere um possível conflito de interesse entre a empresa e os auditores. A Vale, proprietária da barragem, contratou diretamente a TÜV SÜD para certificar a segurança da estrutura, conforme exigido pela legislação brasileira. Segundo relatórios, “funcionários inferiram que a TÜV SÜD perderia o contrato com a Vale se declarasse insegura uma das muitas barragens de sedimentação pertencentes à mineradora.” A ONG também afirma que a TÜV SÜD “tinha um conflito de interesse devido a um contrato paralelo. Na época, também estava negociando um contrato de consultoria que envolvia a mesma represa - um contrato muito mais lucrativo do que o de auditoria e que dependia de uma declaração positiva de estabilidade." A TÜV SÜD nega as alegações, afirmando que não sofreu pressão da Vale e que suas auditorias foram conduzidas "com cautela e guiadas exclusivamente por critérios técnicos." Ainda assim, o desastre de Brumadinho teve consequências financeiras devastadoras para a mineradora: foi condenada a pagar uma multa judicial de US$290 milhões.

→ Demonstra: Risco reputacional, risco operacional, risco jurídico, risco financeiro direto 

Em seus diálogos com as empresas, os investidores podem perguntar o que o sistema faz para combater conflitos de interesse e corrupção em auditorias. Exemplos de iniciativas com controles de qualidade:
➔  GoodWeave’s Certification System Overview exige um mecanismo de supervisão para os auditores. A política estabelece que: 
A Unidade de Garantia de Qualidade da GoodWeave realiza auditorias anuais de seus sistemas de certificação para assegurar a conformidade com as políticas e procedimentos em todos os escritórios do país. Além disso, a GoodWeave é submetida a auditorias externas conduzidas por duas partes:
  • ISEAL – para manter nosso status de conformidade com o Código da ISEAL, de acordo com seu procedimento independente de avaliação.
  • Órgão de Supervisão – um terceiro qualificado para garantir que a GoodWeave siga suas próprias políticas e procedimentos, que se basearam em elementos centrais das normas internacionais para provedores de garantia, a saber: a ISO 17065, destacada acima, e a ISO 19011, Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão.
Órgão de Supervisão – um terceiro qualificado para garantir que a GoodWeave siga suas próprias políticas e procedimentos, que se basearam em elementos centrais das normas internacionais para provedores de garantia, a saber: a ISO 17065, destacada acima, e a ISO 19011, Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão.
→ Electronics Watch, uma organização de monitoramento independente da indústria, capacita organizações locais e pesquisadores independentes como seus “parceiros de monitoramento” de conformidade, com o fim de “proteger os direitos dos trabalhadores nas cadeias globais de suprimentos.”
​

→ Os Requisitos Gerais de Certificação do Marine Stewardship Council do Marine Stewardship Council incluem um Comitê de Imparcialidade, responsável por “realizar uma revisão minuciosa e detalhada da imparcialidade dos processos de avaliação, auditoria, certificação e tomada de decisão.”

Este projeto é uma colaboração entre as seguintes organizações:​
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